quarta-feira, 11 de junho de 2008

ESSA MARAVILHOSA GRAÇA!

Quando o evangelho da graça toma conta de nós, algo passa a estar muito certo. Vivemos na verdade e na realidade.Tornamo-n0s honestos como o pastor de noventa e dois anos que era venerado por todos na cidade devido a sua santidade.Ele era também membro do Rotary: a cada reunião do clube ele estava presente, sempre no horário e sempre sentado no seu lugar favorito num canto do salão.
Um dia o sacerdote sumiu. Era como tivesse desaparecido em pleno ar. As pessoas da cidadezinha procuraram em todo lugar, sem encontrar qualquer sinal dele. No mês seguinte, porém, no encontro do Rotary, ele estava ali sentado no seu cantinho usual.
---Pastor! -- todos gritaram.---Onde o senhor esteve?
---Acabei de cumprir uma sentença de trinta dias na prisão.
---Na prisão? eles gritaram. ---Pastor, o senhor não seria capaz de ferir uma mosca. O que aconteceu?
---È uma longa história---disse o pastor,---mas, para resumir, eis o que aconteceu. Comprei um bilhete para ir á cidade. Eu estava na plataforma esperando o trem chegar quando chegou uma jovem muito atraente conduzida pelo braço por um policial. Ela olhou para mim, virou-se para o policial e disse: "Foi ele sim.Tenho certeza que foi ele". Bom, para dizer a verdade, fiquei tão lisongeado que me declarei culpado.
Há um toque de vaidade nos mais santos dos homens e mulheres. Não há razão para negar. E eles sabem que a realidade morde, se não for respeitada.
Quando sou honesto, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quendo me sinto bem, msinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero. Aristóteles diz que sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com um incrível potencial para cerveja.

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