Mórbida exaltação de meus sentidos
Que me estende a sem fins desconhecidos
Com profundo sabor de abismo e arcano
Pesa o universo em mim como um tirano
Na concha univalve dos ouvidos
Ouço as sinfonias trágicas do oceano
Mas quem sou eu no meu conspecto diminuto
Para encerrar esse designio imenso
De ver e ouvir a essência do absoluto
Pois se sofro já com o que vejo e escuto
Sofro muito mais pelo que penso
domingo, 18 de maio de 2008
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