quinta-feira, 22 de maio de 2008

COMO CELEBRAR A VIDA?

Quando falamos sobre celebração, a tendência é imediatamente pensarmos em festividades alegres e prazerosas quando podemos esquecer por um momento as dificuldades da vida e mergulhar em uma atmosfera de música, dança, bebidas, risos e muita conversa sem importância. Mas celebração no sentido cristão tem muito pouco a ver com tudo isto.Celebração somente é possível pelo profundo entendimento que a vida e amor jamais estão completamente separadas. Celebração só pode acontecer onde o medo e o amor, a alegria e a tristeza, as lágrimas e os sorrisos puderem existir juntos.A celebração é a aceitação da vida de uma forma consciente sempre crescente sobre sua preciosidade. E a vida é preciosa não somente porque pode ser vista, tocada e provada, mas também porque acabará um dia.
Quando celebramos um casamento, celebramos uma união tanto quanto uma partida; quando celebramos a morte, celebramos a amizade perdida tanto quanto a liberdade conquistada.Pode haver lágrimas depois de casamentos e sorrisos depois de funerais.Na verdade, podemos fazer com que nossas tristezas tanto quanto nossas alegrias tornem-se parte de nossa celebração da vida no profundo entendimento que a vida e a morte não são opositoras, mas de fato, beijam-se em cada momento de nossa existência.Quando nascemos, passamos a ser livres pra respirar por nós mesmos, mas perdemos a segurança do corpo de nossas mães; quando vamos a escola,somos livres para nos juntar a uma sociedade muito maior, mas perdemos um lugar especial em nossa familia; quando casamos, encontramos um novo parceiro mas perdemos uma ligação especial que tinham com nosso pais; quando começamos a trabalhar, ganhamos nossa independencia com nosso proprio dinheiro mas perdemos o estimulo de professores e companheiros de estudo; quando os filhos nascem, descobrimos um novo mundo, mas perdemos muito de nossa liberdade de nos movermos;quando somos promovidos, nos tornamos mais importantes aos olhos dos outros, mas perdemos a chance correr riscos; quando nos aposentamos, finalmente temos a possibilidade de fazer o que queremos, mas perdemos o apoio de sermos queridos. Quando tivermos sido capazes de celebrar a vida em todos esses momentos decisivos onde ganhar e perder - vida e morte - tocam-se mutuamente todo o tempo, poderemos celebrar até mesmo a nossa propria morte porque teremos aprendido da vida que somente os que perdem suas vidas poderão encontrá-las (Mateus 16.25).
Aqueles que são capazes de celebrar a vida podem evitar a tentação de buscar a perfeita alegria ou a perfeita tristeza.A vida não está embrulhada em papel celofane e protegida contra todas as infecções. A celebração é o oposto de um escape das realidades da completa aceitação da vida em sua total complexidade. Se nos perguntarmos agora qual é o significado dessa aceitação, teremos que olhar para os três componentes do ato de aceitação: afirmação de nossa condição presente, lembrança de nossa condição passada (QUE PODE NOS FAZER ENVERGONHADOS E CULPADOS OU CAUSA DE ORGULHO E AUTO CONTENTAMENTO),e expectativa (ESPERAR MAIS DO QUE VIRÁ NO FUTURO).

Um comentário:

CRISTO HOJE disse...

é uma óbvia realidae
carlos augusto