O ser humano é talvez a maior metáfora da própria evolução, cuja tarefa é transgredir algo estabelecido.
Antes mesmo de conhecer a consciência e de se perceber nu, ou seja, um animal moral, o ser humano deparou com uma dimensão de sí capaz de transgredir e provavelmente projetada para isso. Essa dimensão, como muito bem aponta o texto bíblico, se origina na mais pura natureza animal(a cobra) e escolhe a mulher como o meio mais propício para plantar a semente da transgressão e repassá-la ao homem para que, juntos, transgredissem. Na verdade, ess parceria no processo de transgredir se inicia no próprio Criador, que implanta uma espécie de PRIMEIRA CONSCIÉNCIA (consciência a priori)através de uma proibição. A distinção entre a visão da psicologia evolucionista e a perspectiva bíblica é que o mundo dos animais, o mundo dos corpos e anatomias, não só possui um mandamento positivo no paraiso-multiplicar--como também um negativo--não se nutrir de determinada ramificação da própria natureza. È interessante notar que quando o Criador comanda, está em sua mais plena função de estabelecer diretrizes ao que cria; quando proibe, no entanto, abre a porta para uma dimensão de co-criação.
Admitir que é possivel para criatura fazer algo que não pode é chamá-la a criar junto, seja pela obediência ou pela transgressão. Perceba-se que mesmo a obediência ao que é proibido é distinta da obediência ao que é comandado. Obedecer ao proibido por opção é de ordem evolucionária, como também a transgressão.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
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Um comentário:
Boa Egberto. Fala mais.
Paulo Rogerio
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