Que extraordinária tolice se comete defendendo o cristianismo, como se trai assim o restrito conhecimento do homem, e como essa tática, ainda que inconsciente, tem, subrepticiamente, partida ligada com o escândalo, fazendo do cristianismo uma coisa tão lamentável, que afinal é necessário advogar sua causa para o salvar. Isso é tão verdade que o primeiro inventor na cristandade duma defesa do cristianismo é de fato um outro Judas. Ele também trai com um beijo, mas é o beijo da estupidez. Advogar desacredita sempre. Suponhamos alguém que possui um armazem cheio de ouro e que queira dar todos os seus ouros aos pobres mas se cai ao mesmo tempo na estupidez de começar a sua caridosa empresa com um discurso, demonstrando em três pontos tudo que ele tem de defensável, nada mais é preciso para que seja posta em duvida a caridade de seu gesto. E o cristianismo então? Declaro incrédulo aquele que o defenda. Se crê, o entusiasmo da sua fé nunca é uma defesa. È sempre um ataque, uma vitória. Um crente é um vencedor.
Dessa maneira se passam as coisas com o cristianismo e o escândalo. Devido a isso a possibilidade do escândalo está bem presente na definição cristã do pecado. Está no: frente a Deus. Um pagão, o homem natural, reconheceriam sem dificuldade a existência do pecado, mas este: frente a Deus, sem o qual no fundo o pecado não existe, para eles é ainda demasiado. A seus olhos, é dar excessiva importância á existência humana. Um pouco menos de importância ainda admitiriam... mas o excesso é sempre demais.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
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